Conversor e antena, o ponto de partida
28/04/2008
Mari Tortato - Gazeta do Povo
Com um investimento pequeno, consumidor poderá ter acesso a vídeo e som de qualidade superior. Para não distorcer a imagem, faixas pretas surgirão na tela
O consumidor que aguarda a chegada da tevê digital ao Paraná só para se livrar dos chuviscos e fantasmas nas imagens dos programas captados pelos televisores de casa terá o desejo atendido se limitar o investimento à compra de um conversor de sinais e numa antena UHF. Com esses esquipamentos básicos, o telespectador passa a ver sua novela, seu futebol, noticiário ou desenho animado com a qualidade de imagem do DVD que está acostumado a alugar na locadora – isso depois que o sistema entrar em operação comercial, bem entendido. O conversor para este perfil de consumidor custará em torno R$ 500. O preço da antena UHF varia de R$ 40 a R$ 150.
O conversor é uma caixinha que deve ser conectada ao televisor e é conhecida no mercado pelo nome em inglês set-top box. É o equipamento que torna o televisor capaz de receber parte da qualidade digital dos canais, num aparelho fabricado para sinal analógico.
Ingredientes
Para montar um ambiente 100% compatível com a HDTV você vai precisar de:
- um televisor com boa resolução (mesmo que seja analógica);
- conversor digital, conhecido como set top box;
- antena UHF (pode ser coletiva, do condomínio);
- adaptador para o sistema de som surround, que é incompatível com a tevê digital de alta definição.
O segundo recurso indispensável, a antena UHF, é responsável pela captação do sinal digital da emissora. Os sinais da nova tevê aberta passam a ser localizados a partir do canal 14 até o 69. Isso ocorre para que as emissoras consigam manter simultaneamente os dois sinais, analógico e digital. Os canais atuais, na faixa VHF (2 ao 13) permanecem por mais dez anos, para atender ao público que não pode ou não quer acesso imediato à programação digital.
Barras na tela
Além da melhoria da qualidade da imagem recebida, uma alteração vai “denunciar” a recepção digital nas telas dos atuais televisores analógicos: o espaço não será todo preenchido. Vão “sobrar” duas faixas pretas, uma na parte superior e outra na base da tela. É o recurso técnico empregado para garantir que o sinal chegue sem distorção de imagem, devido à mudança de padrão no desenho da tela. O formato quase quadrado do tubo do televisor ganha dimensão de tela de cinema, retangular. No jargão dos técnicos da área, o padrão 4 por 3 dá lugar ao 16 por 9.
Além do investimento no conversor e na antena, não haverá custo adicional pelo ingresso na era digital. O sinal de qualidade vai chegar por meio das emissoras abertas de TV, sem que o telespectador precise pagar uma taxa ou assinatura.