Sistema Brasileiro de TV Digital
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Dinheiro do BNDES para TV digital continua sem interessados
07/05/2008
Bruno De Vizia - TeleSíntese
Em tempos de discussão de cotas de programação nacional na TV paga, a linha voltada ao financiamento da produção de conteúdo do PROTVD (Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda não teve nenhum projeto enquadrado. O PROTVD foi lançado em fevereiro de 2007, tendo a disposição R$ 1 bilhão em financiamentos para estímulo à TV Digital no Brasil, e com vigência até 2013. Dos três sub-programas: Conteúdo, Fornecedor e Radiodifusão, apenas os dois últimos tiveram projetos enquadrados, no valor total de R$ 23,1 milhões, o que corresponde a 2,3% do total de recursos disponíveis.

O PROTVD Radiodifusão, destinado ao financiamento do setor de radiodifusão televisiva para construção de infra-estrutura digital e de estúdio, registrou aprovação de financiamento no valor de R$ 9,2 milhões ao SBT, em abril do ano passado. Segundo Daniel Alves Lima, gerente do departamento de tecnologia do BNDES, uma possível explicação para o baixo número de financiamentos do programa, seria que “as empresas podem estar aguardando para ver para que lado o mercado vai se desenvolver, avaliando o mercado e esperando o melhor momento para efetuar seus investimentos e prosseguir nas suas atuações.” Ele avalia que com o desenvolvimento da TV Digital no país, a tendência é que o número de pedidos aumente.

No PROTVD Fornecedor, voltado para fabricantes de transmissores e de receptores, há atualmente dois pedidos de financiamento para desenvolvimento de software, no valor total de R$ 13,4 milhões, já aprovados e enquadrados, em processo de liberação de recursos. Já no sub-programa de Conteúdo, voltado para a produção de conteúdo exclusivamente nacional, com financiamentos para emissoras de TV adquirirem conteúdos de produtoras independentes ou desenvolverem o próprio, “não há nenhum projeto enquadrado”, destacou Luciane Gorgulho, chefe do departamento de cultura do banco. Ela acredita que isto ocorre “talvez porque as emissoras brasileiras não sejam muito adeptas desse modelo de comprar conteúdos de terceiros.”