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Celulares "brigam" por espectro do UHF para banda larga
20/06/2008
Ana Paula Lobo - Convergência Digital
Estudo realizado pela consultoria Spectrum Value Partners, a pedido de empresas como Ericsson, Telefónica, Orange e Vodafone, constata que se as teles móveis européias tivessem o direito de usar 25% do espectro destinado para o UHF para a oferta de serviços de banda larga móvel, a economia da região teria um impulso de quase três milhões de euros, num período de 20 anos.

O incremento se daria em função de uma maior oferta de serviços. Já é fato em muitos países da comunidade européia onde a conexão banda larga móvel supera à tradicional, fixa. O levantamento da Value Partners diz que as teles móveis teriam que conseguir direito de uso de freqüência numa faixa que varia de 40 MHz até 140 MHz.

A consultoria, no entanto, adverte que seria necessário adicionar uma faixa de 12 MHz como "banda de proteção" para evitar possíveis interferências entre os serviços de banda larga móvel e os ofertados pela radiodifusão. Aos poucos, os países da Comunidade Européia começam a dedicar parte do espectro do UHF para as aplicações móveis.

O caso mais recente é o da Irlanda. O país lançará uma consulta pública para a venda de freqüência UHF em cinco áreas urbanas do país, entre elas, Dublin (capital) e Cork. Poderão participar do leilão, empresas interessadas em lançar serviços de TV móvel, mas outras aplicações voltadas para a mobilidade também serão consideradas.

As licenças serão válidas por 10 anos e os vencedores terão que cumprir metas e obrigações. Entre elas oferecer conteúdo, de forma não-discriminatória e transparente, para outras operadoras. Expectativa é que os novos serviços possam ser lançados dentro de dois anos. O custo das licenças, inicialmente, está orçado em 340 mil Euros (algo em torno de 1 milhão de reais).

Uma segunda alternativa seria a cessão de 80 MHz de espectro para as mesmas aplicações por um período também de 10 anos, mas o custo da licença seria maior - cerca de 650 mil euros. O leilão deverá acontecer ainda este ano, segundo previsão do órgão regulador irlandês.

No Brasil, o uso da faixa de UHF também começa a ser pleiteado pelas operadoras, mas de forma ainda bastante reservada em função do embate entre a radiodifusão e o setor de telecomunicações. A própria Anatel estuda alocar parte do espectro do UHF para novos serviços, mas ainda não possui um estudo definitivo sobre o tema.

* Com informações do Portal Broadband TV News


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